EFAPE - Currículo Paulista Ciclo 2

Para iniciar sua reflexão sobre estratégias de avaliação e recuperação das aprendizagens, propomos a você duas tarefas: 

  • a

    Assista ao vídeo “Apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem”, disponível em:

    https://www.youtube.com/watch?v=N20ejyxQm2I

    NOVA ESCOLA. Maura visita | Ensino Médio | Episódio 2: alunos com dificuldade de aprendizagem. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=N20ejyxQm2I. Acesso em: 23 jul. 2022. 


  • b

    Leia o texto a seguir, sobre avaliação e recuperação, extraído do Caderno do Professor área de linguagens para a 1ª série do Ensino Médio – 3º Bimestre

    “Neste material, a avaliação e a recuperação propostas são frutos de diagnóstico, que se inicia com a ação do professor ao investigar o que os estudantes já sabem, ou precisam aprender acerca dos objetos de conhecimento que serão abordados. São, também, processuais, devendo ocorrer em todos os momentos da prática pedagógica, o que requer a inclusão de diferentes maneiras de acompanhar, avaliar e recuperar as aprendizagens. A avaliação dos estudantes deve concentrar-se nos aspectos qualitativos e quantitativos, visto que estes últimos pressupõem os critérios de uma mensuração de sistema, enquanto aqueles validam se os estudantes desenvolveram habilidades e capacidades de produzir reflexões e propor soluções. Além disso, deve verificar se são capazes de se posicionar de maneira crítica e criativa diante de fatos da sociedade contemporânea; e, ainda, de se situar de forma responsável e cidadã, em relação a possíveis desdobramentos mediante suas escolhas. Nessa concepção de avaliação e recuperação, é importante adotar a postura de não estabelecer critérios de comparação, mas de oferecer possibilidades para que os estudantes alcancem os objetivos esperados e estar atento às dificuldades expostas na realização das atividades e na proposta de soluções, a fim de planejar e executar intervenções. O uso diário de registro, em um portfólio, é uma ferramenta eficaz para acompanhar os avanços e dificuldades no desenvolvimento de habilidades e apropriação dos conhecimentos; a observação dos processos criativos, a relação com os colegas, a participação, o empenho, o respeito pela produção individual, coletiva e colaborativa, a autoconfiança, a valorização das diferentes expressões artísticas, o reconhecimento de todos os obstáculos e desacertos que podem ser superados. A recuperação deve ser tratada, continuamente, como um mecanismo organizado e disponível, para superar eventuais dificuldades de aprendizagem, não solucionadas nas aulas regulares. (...) sugerimos revisitar a própria prática e, assim, elaborar instrumentos diversificados, novas recomendações, com a finalidade de produzir, entre os estudantes, narrativas que garantam a conexão entre o que é trabalhado em sala de aula e as experiências fora do ambiente escolar”.

    (SÃO PAULO, 2021d. p. 7-8)

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Agora é com você

Leia a seguinte situação e depois faça a atividade proposta.

Em um encontro de professores da área de linguagens, o grupo discute a necessidade de identificar estudantes que precisam de mais apoio para avançar nas aprendizagens. A Coordenadora de área sugere resgatar as produções desses estudantes e identificar pontos que precisam de maior atenção do corpo docente. A partir desta sugestão, o grupo começa a discutir estratégias para dar suporte à recuperação das aprendizagens. Reflita por alguns minutos sobre estratégias que você utilizaria com esse mesmo objetivo.    

Anotação:
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Anexo(s):

Por fim, para promover a avaliação integrada é preciso desenvolver um projeto comum de avaliação de aprendizagem, em que os critérios e indicadores sejam acordados pela equipe docente e discente e que haja diversidade de formas e instrumentos de avaliação, incluindo a autoavaliação por todos os envolvidos. Segundo o pesquisador Jean-Claude Régnier (2002), as práticas de avaliação podem se configurar como práticas hétero-avaliativas, autoavaliativas e co-avaliativas.

  • Na hétero avaliação o avaliador é um ator social de competência ou posição superior ao avaliado.

  • Na autoavaliação o avaliador é o próprio ator da ação avaliada e

  • Na co-avaliação a avaliação é realizada por um par do autor da ação.

Na cultura escolar valoriza-se sobretudo a hétero-avaliação do professor para o estudante, orientada pela ideia do professor como aquele que tem o poder e o conhecimento para avaliar. Tal concepção limita o desenvolvimento da autonomia dos estudantes e da capacidade de auto regularem os próprios processos de aprendizagem.

Especialmente no ensino médio, a adoção de processos participativos e horizontais de avaliação, autoavaliação e avaliação por pares favorece o desenvolvimento de competências para atuar no mundo definindo os caminhos do próprio projeto de vida. Para o autor a capacidade de se autoavaliar se desenvolve por meio de processos hétero e co-avaliativos, pois as devolutivas do outro nos apoiam a dimensionarmos nossas conquistas e desafios.

Quando consideramos que o professor é também um sujeito em constante processo de aprendizagem de seu ofício a hétero-avaliação do estudante para o professor e a autoavaliação do professor podem atuar como ferramentas de melhoria constante da prática pedagógica. Para Régnier (2001, p. 5) a autoavaliação “é um processo cognitivo complexo pelo qual um indivíduo (aprendiz, professor) faz um julgamento voluntário e consciente por si mesmo e para si mesmo, com o objetivo de um melhor conhecimento pessoal, da regulação de sua ação ou de suas condutas, do aperfeiçoamento da eficácia de suas ações, do desenvolvimento cognitivo” que pode e deve acontecer tanto pelo estudante como pelo professor.

No infográfico a seguir você aprofunda a compreensão sobre o que o planejamento coletivo da equipe de linguagens pode considerar durante a elaboração de estratégias e procedimentos de avaliação:

Fonte: Elaborado especialmente para o curso.

Retomando...

Você observou que na proposta emancipatória professor e estudantes são vistos como seres humanos em constante processo de aprendizagem. Considerar a possibilidade de os estudantes avaliarem o professor e a prática pedagógica é uma inovação importante no currículo do ensino médio, bem como o desenvolvimento de práticas de co-avaliação dos estudantes para seus colegas e entre a equipe de professores. A co-avaliação permite que os pares forneçam devolutivas beneficiando com olhares de dentro os processos de aprendizagem. Ao desenvolver propostas avaliativas com os estudantes procure considerar os três tipos de avaliação e as incorpore em seus próprios processos de aprendizagem e desenvolvimento profissional.

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Reflita

Após o estudo desta unidade, quais alinhamentos em sua prática pedagógica você considera importantes a fim de promover um processo integrado de avaliação na área de Linguagens e suas tecnologias, a serviço das aprendizagens de todos os estudantes?

Que aspectos abordados sobre avaliação na área de Linguagens e suas tecnologias você tem interesse ou necessidade de estudar mais e compreender melhor, pensando nos alinhamentos necessários em sua prática pedagógica?

Quais desafios você imagina que ainda pode encontrar para promover alinhamentos em sua prática didático-pedagógica tendo em vista a promoção de um processo integrado de avaliação na área de Linguagens e suas tecnologias, a serviço das aprendizagens de todos os estudantes? 

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Podcast

Encerramento do módulo

Transcrição

Anotação:
ROTEIRO DO PODCAST
 
Anexo(s):
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Reflita

No início deste módulo você foi convidado a refletir sobre as aprendizagens que esperava desenvolver ao longo deste módulo.

Suas expectativas foram alcançadas? Você diria que alcançou as aprendizagens esperadas?

Esta reflexão será retomada na Autoavaliação do Módulo.

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